A primeira decisão não é qual creme fazer. É para quem a marca fala, em que faixa de preço ela vive e por qual canal vende. Isso determina o que a fórmula precisa entregar e quanto ela pode custar.
Marcas que pulam essa etapa costumam desenvolver um produto tecnicamente correto e comercialmente sem lugar. O posicionamento não é uma camada aplicada depois: ele é uma restrição de projeto.
Cada categoria tem processo, exigência técnica e possibilidades de apresentação próprios. Uma linha facial não se comporta como uma linha capilar, nem na formulação nem no envase.
A primeira linha quase sempre é menor do que a vontade de quem está começando. Menos produtos, bem posicionados, sustentam melhor o investimento de desenvolvimento e o estoque inicial.
O desenvolvimento traduz o briefing em textura, aroma, estabilidade e sensorial. É um trabalho de aproximações: amostra, avaliação da marca, ajuste, nova amostra.
Nem todo projeto começa aqui. Há marcas que chegam com fórmula pronta e precisam apenas de adequação ao processo produtivo.
Um cosmético só pode ser vendido quando está em conformidade com as normas da ANVISA. O que cada produto exige depende da categoria, da fórmula e das alegações do rótulo.
A ASAM apoia a preparação do projeto: documentação, rotulagem e coerência entre a fórmula e o que será produzido. O escopo é definido caso a caso.
Na produção, a fórmula aprovada em amostra precisa se comportar da mesma forma em escala. É onde a maioria dos projetos terceirizados perde qualidade, e é o motivo de laboratório e fábrica ficarem no mesmo endereço, em Jarinu.
Embalagem, envase e controle de processo entram aqui, junto com a definição do volume do primeiro lote, sempre conforme a viabilidade técnica e comercial do projeto.
Cada projeto entra em um ponto diferente dessa cadeia. Há quem chegue com uma ideia em uma frase e quem chegue com fórmula pronta para escalar. Nenhuma marca precisa percorrer todas as etapas na mesma ordem.
Briefing técnico e comercial: público, posicionamento, categoria, referência sensorial e restrição de custo.
Formulação em laboratório, ajuste de textura e aroma, amostras para aprovação da marca.
Documentação, rotulagem e conformidade com as normas da ANVISA antes da produção em escala.
Fabricação, envase e controle de processo na planta de Jarinu, com o volume acordado no projeto.
Lote liberado e documentação em ordem para a marca distribuir, vender e planejar a próxima linha.
Conte em que ponto a marca está e respondemos com viabilidade e próximos passos.