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ASAM — terceirização de cosméticos
Frasco de perfumaria em vidro âmbar

Como escolher categorias para uma nova marca de cosméticos?

A escolha das categorias de uma nova marca se decide por quatro critérios: qual produto o público já compra com frequência, qual deles a marca consegue sustentar em estoque, qual tem o caminho regulatório mais curto e qual carrega melhor a promessa da marca. Na prática, a primeira linha quase sempre é menor do que a vontade de quem está começando, e isso tem razões concretas.

Por Doraci Aleixo, fundador da ASAM
Publicado em 06/10/2026
Atualizado em 06/10/2026
Neste artigo
Por que a primeira linha é menor do que parece Os quatro critérios O critério regulatório, que pouca gente considera O que muda entre as categorias, na prática Como a linha cresce depois

Por que a primeira linha é menor do que parece

Cada produto é um projeto inteiro, e não uma variação do anterior.

Fórmula própria, amostras, embalagem, arte de rótulo e regularização acontecem por item. Lançar cinco produtos é multiplicar esse trabalho por cinco antes de a marca ter vendido o primeiro frasco, e antes de saber qual deles o público realmente quer.

Some a isso o estoque. Produto parado é capital imobilizado, e uma linha larga distribui o investimento entre itens que ainda não demonstraram resultado. O terceiro fator é regulatório, e costuma surpreender: cada versão conta como produto, porque o processo cadastra a composição inteira. Uma linha com quatro aromas são quatro itens a regularizar, não um produto com quatro opções.

Os quatro critérios

Com a conta acima em mente, a escolha fica mais simples. Quatro perguntas, na ordem.

Frequência de compra
Produto que acaba e é recomprado sustenta a marca melhor do que um item de uso ocasional, mesmo com ticket menor.
Sustentação em estoque
Quantos itens a marca consegue manter disponíveis sem travar capital. Ruptura em lançamento custa mais do que linha curta.
Caminho regulatório
Categorias da lista que exige registro levam um caminho mais longo. Começar por elas atrasa a estreia da marca.
Coerência com a promessa
O produto carrega a ideia da marca ou apenas ocupa espaço no portfólio? O primeiro item é o que define como a marca será entendida.

O critério regulatório, que pouca gente considera

Entre os quatro, o regulatório é o que mais costuma ficar de fora da conversa inicial, e o que mais altera o calendário.

Pela RDC 752/2022 da ANVISA, uma lista fechada de nove grupos exige registro, e não apenas comunicação prévia: bronzeador, gel antisséptico para as mãos, produto para alisar os cabelos, produto para alisar e tingir os cabelos, produto para ondular os cabelos, protetor solar, protetor solar infantil, repelente de insetos e repelente de insetos infantil.

Isso não significa que essas categorias devam ficar de fora de uma marca nova. Significa que elas têm um calendário próprio, e que começar por elas adia a estreia. Uma estratégia comum é estrear com um item de caminho curto, aprender com a venda, e trazer a categoria mais exigente na segunda leva, com a marca já em operação.

O detalhe de cada caminho está em quais etapas estão envolvidas na regularização de cosméticos.

O que muda entre as categorias, na prática

Cada categoria tem processo, exigência técnica e possibilidades de apresentação próprios. Uma linha facial não se comporta como uma capilar, nem na formulação nem no envase.

Isso tem efeito direto sobre custo e sobre quais fornecedores podem atender o seu projeto. Vale olhar a categoria antes de fechar o portfólio, porque ela limita embalagem, volume e até o tipo de promessa que o produto pode fazer.

Faciais
Ativos, textura e sensorial pesam mais na decisão de compra, e a comprovação exigida cresce com a promessa.
Capilares
Volume por unidade costuma ser maior, o que muda embalagem, envase e logística.
Corporais
Recompra frequente e sensorial como diferencial, com apresentações que vão de frasco a bisnaga.
Perfumaria
Concentração e tipo de base definem o produto, e a apresentação pesa muito no valor percebido.

Como a linha cresce depois

Uma primeira linha curta não é uma marca pequena. É uma marca que vai decidir o próximo passo com informação, e não com suposição.

Depois do primeiro ciclo de venda, você sabe qual produto sustenta a recompra, qual fica parado no estoque e o que o público pede e você não tem. Essa é a melhor base possível para escolher a segunda leva, e ela custa muito menos do que lançar cinco itens de uma vez e descobrir o mesmo.

Escolher categorias é decidir onde a marca vai concentrar o próprio esforço. Uma linha construída com esse critério cresce com segurança e mantém a coerência da promessa a cada novo produto.

Para avaliar categoria e posicionamento antes de investir em desenvolvimento, o escopo está em consultoria de marca. As categorias que a ASAM atende estão em especialidades.

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Perguntas frequentes

Com quantos produtos devo lançar a marca?
Não há número certo, mas o critério é concreto: quantos itens a marca consegue desenvolver, regularizar e manter em estoque sem travar capital antes da primeira venda. Para a maioria das marcas novas, esse número é menor do que a vontade inicial.
Posso misturar categorias diferentes na primeira linha?
Pode, e às vezes faz sentido quando os itens se usam juntos. O custo é que cada categoria tem processo e exigência técnica próprios, então uma linha que mistura facial, capilar e perfumaria multiplica o trabalho de desenvolvimento e de regularização.
Quais categorias a ASAM atende?
Cosméticos faciais, corporais, capilares e de perfumaria, com desenvolvimento no laboratório próprio e produção na planta de Jarinu. O que é viável dentro de cada categoria é avaliado projeto a projeto, a partir do briefing.

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Consultoria de marca → Como criar uma marca de cosméticos do zero → Etapas da regularização de cosméticos →

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